Histórico
1 – Evolução da CEPLAC na Região
Em 1965, no Estado do Pará, foi instalada a primeira frente de trabalho denominada de Serviços Experimentais de Belém – SEBE, e tinha por incumbência coordenar e dar apoio logístico às expedições botânicas que procuravam material genético em variedades de cacaueiros nativos.
Mais tarde a atuação da CEPLAC também foi estendida ao Estado do Amazonas e ao então Território de Rondônia (somente em 1980 o Território de Rondônia foi elevado à categoria de Estado). Assim, em 1970, foi criado o SEMA – Serviços Experimentais de Manaus, localizado no Instituto de Pesquisas Agropecuárias da Amazônia Ocidental e, em 1971, o SERON – Serviços Experimentais de Rondônia, instalado inicialmente no Projeto Integrado de Colonização Ouro Preto – PICOP, do Instituto de Colonização e Reforma Agrária – INCRA.
Nos anos seguintes, com a instalação de bases físicas ao desenvolvimento de pesquisas, além da colheita e do monitoramento botânico das variedades silvestres, os serviços da CEPLAC na Amazônia evoluíram para trabalhos envolvendo o comportamento do cacaueiro em condições específicas da região. Essas novas unidades são as atuais Estações Experimentais do Rio Negro, em Manaus, e de Altamira, no Pará.
Foram então iniciadas investigações sobre sistemas de produção, conhecimentos básicos da doença vassoura-de-bruxa e manejo de solos. Ao mesmo tempo, a CEPLAC passou a prestar assistência técnica e creditícia aos produtores amazônidas, através de convênios com as então ACAR-AM e ACAR-PA ( atualmente chamam-se EMATER-AM e EMATER-PA).
Tendo em vista o crescimento das suas ações e a conseqüente abertura de novos campos de atuação – projetos em Marabá e Tomé-Açu, no Estado do Pará, e implantação de cacaueiros em fazendas particulares no Estado de Rondônia – houve a necessidade de estabelecer uma coordenação central para todo esse trabalho. Surgiu então, em Outubro de 1974, o Programa Especial da Amazônia – PROAM, que, com sede em Belém, teria a função de gerir as atividades da Instituição no norte do País.
A partir de 1976 o Governo Federal deu início, através da CEPLAC, ao Plano de Diretrizes para a Expansão da Cacauicultua Nacional – PROCACAU, que previa a implantação de 300 mil hectares de novos cacaueiros e a renovação de outros 150 mil hectares em plantações decadentes e de baixa produtividade da Bahia e Espírito Santo. O projeto objetivava a maximização da produção brasileira para elevá-la a um patamar de 700 mil toneladas de amêndoas secas/ano e garantir a consolidação do Brasil como principal produtor mundial. A partir daí, os trabalhos da organização receberam um impulso notável.
Antes da aprovação do PROCACAU, em 1974, a CEPLAC foi transferida do Ministério da Fazenda e vinculada ao da Agricultura. O Decreto que determinou a transferência, além de ratificar suas responsabilidades pela coordenação do programa cacau nos Estados da Bahia e Espírito Santo, também a incumbira de promover a expansão da cacauicultura que julgasse mais adequadas nas regiões do território nacional.
Assim, fundamentada nas novas atribuições e responsabilidades, e tendo em vista a impossibilidade das regiões cacauicultoras tradicionais assumirem sozinhas as diretrizes e metas estabelecidas pelos planos de expansão da cacauicultura, a CEPLAC sincronizou seus objetivos com as ações do Governo Federal de apoio e incentivo à ocupação da Região Amazônica e também direcionou para o norte do País uma parcela desse programa.
Com a aprovação do Procacau, a Amazônia foi contemplada com uma meta inicial de 170 mil hectares a serem implantados, obedecendo a seguinte distribuição: Amazonas, 10 mil hectares; Pará, 50 mil hectares; Rondônia, 100 mil hectares; além de outros 10 mil hectares a serem implantados nos Estados do Acre, Maranhão, Mato Grosso e Goiás. Com isso, o embrionário programa de pesquisa e implantação iniciado timidamente anos antes, não só tomou vulto, como também possibilitou à CEPLAC assumir integralmente a responsabilidade pelo fomento e desenvolvimento à cacauicultura nos Estados do Norte.
Da mesma forma, para coordenar as atividades da CEPLAC na Amazônia Legal com vistas à consecução das metas preconizadas pelo Procacau, o Programa Especial da Amazônia – Proam -, criado 1974, foi transformado, em dezembro de 1976, em uma unidade física da Instituição: o Departamento Especial da Amazônia – DEPEA.
Atualmente, em conformidade com as diretrizes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a Ceplac, responsável pela coordenação das atividades dos pólos cacaueiros, possui um programa de desenvolvimento sustentável na Amazônia. Sua estrutura operacional contempla os estados do Pará e Rondônia, através de suas superintendências, com sedes em Belém e Porto Velho, respectivamente; e gerências de desenvolvimento regionais nos estados do Amazonas (Manaus) e Mato Grosso (Alta Floresta).






